segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Claudius Ceccon: construtor de futuros imediatos

Mais uma vez vou publicar aqui uma palestra do curso do professor Evandro Ouriques, que fiz durante o segundo semestre de 2009, na Eco(UFRJ). Desta vez o palestrante era Claudius Ceccon, cartunista, um dos idealizadores do CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular. Foi bastante curioso, pois aquele humilde aluno presente nas aulas do semestre nos contou sua história de vida:  foi um dos fundadores do Pasquim, exilado e desenvolveu inúmeros projetos ao lado de Paulo Freire.


CECIP é uma organização não-governamental que realiza ações de educação e comunicação visando à promoção da cidadania, nas áreas de Direitos Humanos, Educação, Saúde, Meio Ambiente e Cultura. Assistimos a alguns vídeos muito interessantes dos mais variados assuntos: AIDS, educação, preconceito, etc. Filmes como “Santo Forte” e “Babilônia 2000” foram produzidos por eles.





Além disso, há materiais impressos. Lançaram na primavera dos livros o imperdível “Mestres da Mudança” . Em poucas palavras, o livro estimula os educadores a experimentar novas formas de atuar profissionalmente. Mas para saber detalhes e conhecer todos os braços do projeto basta acessar o site do CECIP.

Outros vídeos clique aqui.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

AUGUSTO DE FRANCO: A ARTE DE TECER REDES

Assisti ontem no curso promovido pelo professor Evandro Ouriques(UFRJ) - Jornalismo para políticas públicas e sociais - uma aula com o Augusto de Franco(criador da Escola de Redes). São minhas anotações baseadas no que ele falou e pesquisas posteriores de coisas que achei interessante ressaltar. Ficou um pouco grande. Mas vale a pena ler e pensar o que seria viver num mundo livre.

NETWAVING(A ARTE DE TECER REDES)
“Exploração no espaço, tempo dos fluxos.”

Base de pesquisa:

- Aléxis de Toqueville: A Democracia na América, surgido em 1835. Livro que o promoveu uma posição perspicaz dos tempos modernos.

- John Dewey: A educação tem como finalidade propiciar à criança condições para que resolva por si própria os seus problemas, e não as tradicionais idéias de formar a criança de acordo com modelos prévios, ou mesmo orientá-la para um porvir. Tendo o conceito de experiência como fator central de seus pressupostos, chega à conclusão de que a escola não pode ser uma preparação para a vida, mas sim, a própria vida.

- Hannah Arendt : A condição Humana – formas de vida que o homem impõe a si mesmo para sobreviver. Somos condicionados pelos nossos próprios atos, pelo que pensamos e nossos sentimentos. O ser humano é um ser social. Nietzsche afirma em seu “Humano, desmasiado humano” que, aquele que não reserva, pelo menos, ¾ do dia para si é um escravo. Para os gregos, a escravidão, do ponto de vista de quem se beneficia dela, - os próprios filósofos da época - salva o homem de sua própria animalidade.



trabalho x labor:



Trabalho - Mesa: objeto material produzido para o uso cotidiano e ocupa lugar no espaço. Objeto de uso. Necessário ao relacionamento humano.


Labor - Pão: elemento material produzido para à sobrevivência de seres vivos e não ocupa lugar no espaço, visto que durante a digestão o pão é transformado em energia do corpo. Bem de consumo. Permite a vida.

A afirmação: os índios não trabalham, não quer dizer que eles são preguiçosos, quer dizer que eles não produzem valor de troca, portanto, não realizam trabalho. Quando Marx pensa que o trabalho pode ser constitutivo do homem, ele não está usando como pressuposto o conceito valor de troca.

O exercício de imaginar e depois construir é próprio do ser humano, e, é nesse sentido que Marx diz que o homem é o único animal que trabalha. O homem imagina e depois faz.

Arendt fala que existe um processo circular entre meio e fim, instrumento e objeto; em que todo fim se torna meio e todo meio se torna fim. Assim nos explica Hannah Arendt: “Num mundo estritamente utilitário, todos os fins tendem a ser de curta duração e a transformar-se em meios para outros fins.”

Não é possível, (dentro dos termos de Arendt), existir trabalho sem labor, ainda que seja possível o inverso. Ao passo que o labor produz a matéria para incorporá-la ao organismo, o trabalho a produz para que esta seja usada na produção de outros objetos e na materialização do abstrato(exemplo, colocar no papel uma idéia). Uma outra distinção entre trabalho e labor consiste em que, enquanto o labor exige o consumo rápido ou imediato, o trabalho não. A lógica do trabalho é a durabilidade dos objetos. Sua durabilidade permite a acumulação e estoque dos objetos.

- Jane Jacobs (Morte e vida de grandes cidades, São Paulo: Martins Fontes, 2000)

- Humberto Maturana : Trouxe para o ambiente acadêmico o verbo “amar”, ele propõe que a ciência ultrapasse as limitações impostas pelo pensamento exclusivamente cartesiano. afirma que o amor é intrínseco à estrutura biológica dos seres vivos, pressuposto a partir do qual levanta uma série de reflexões sobre o comportamento humano. Questiona, por exemplo, a crença popular de que as crianças são o futuro da humanidade, atribuindo tal responsabilidade aos adultos que as educam. Opõe-se também a visões que predeterminam a existência do indivíduo apenas a partir de sua história passada. Em sua concepção, o comportamento de uma pessoa é continuamente re-aprendido, como resposta ao meio em que vive. Argumentando que a causa de cerca de 90% do sofrimento humano está no desamor, juntos, Maturana e Ximena concluíram que amar é a principal medicina. Desenvolveram então A Biologia do Amar, prática que utilizando a linguagem como instrumento de reflexão, é capaz de provocar transformações libertadoras. É um verbo intransitivo que abre espaço para uma relação diferente com o mundo. Esta atitude, porém, exige que se abra mão do egocentrismo e que seja desenvolvido um olhar sistêmico, que se ocupe com o bem-estar de outras pessoas e do meio-ambiente. Ou seja, que possibilite ao próximo um espaço onde ele possa existir plenamente, ao invés de oferecer-lhe instruções de como e o que fazer. O compromisso, no entanto, deve ser pessoal.


- Manuel Castells

O que torna uma localidade viva? Para o professor Augusto de Franco a liberdade independe do que se pensa, pois cada pessoa seria uma rede e cada ser humano uma pequena sociedade. Ressalta que o social não está em cada um de nós, mas o que está entre nós. A fenomenologia das palavras fechadura, porta, muros remetem a imagens que são maneiras de obstruir fluxos. As hierarquias geram escassez de caminhos. Quando se verticaliza o eixo há apenas uma maneira de chegar ao topo e gera escassez. Pessoas conectadas horizontalmente geram subversão. Organizações hierárquicas de seres humanos geram seres não humanos. Tal como a democracia é um movimento de desconstrução de autocracia, as redes devem ser vistas como movimentos de desconstrução de hierarquia.



Redes centralizadas, descentralizadas e distribuídas:






A rede neural é um bom exemplo da idéia básica da sustentabilidade. Congruências múltiplas e recíprocas.
Na nova ciência das redes aparecem conceitos como:

- Clustering: fenômeno de aglomeração.
- Swarming: enxameamento
- “O mundo está ficando pequeno”(em termos sociais. Redução dos graus de separação. Aqui poderíamos falar em empoderamento(quanto maior o poder social menos o mundo)
- Crunshing: voltar a se unir/amassamento

Rede-mãe: os seres humanos geram ordem quando se conectam uns aos outros. Redes distribuídas são interfaces para conversar com a “rede mãe”. Por isso a diferença entre participar e interagir (construir junto alguma coisa).

Há uma coisa importante subententida no Netwaving: é, de certo modo, abrir mão de ter sua própria turma.





domingo, 13 de setembro de 2009

II Seminário Nacional de Educação da Ação da Cidadania

Mesmo sem pensar em ser professora comecei a pesquisar sobre educação e pedagogia em 2007. Neste segundo semestre de 2009 fui convidada para participar do projeto da UFRJ MAR , em Macaé(RJ) - projeto interdisciplinar que acontece na Escola Municipal de Pescadores . Minhas atividades começaram há um mês(dou aula de oficina de música e Prática de Comunicação Social e Artes). Diante da realidade, vi um abismo entre a teoria e a prática. Então procurei textos e bibliografias que pudessem guiar meus passos. O prefessor Samuel Araújo(UFRJ) e o Instituto Paulo Freire (IPF) são algumas das minhas referências.

Ontem participei do Seminário de Educação no Galpão da Ação da Cidadania, onde estava presente o professor Moacir Gadotti do IPF. Trancrevo aqui algumas palavras dele:" A Escola Pública Popular começou em 1980 com Paulo Freire, em São Paulo. A Escola Cidadã tem como objetivo levar os sonhos para dentro dela e aprender com ela o exercício da cidadania. Tal escola aponta as necessidades populares. Ela é ética, pois mostra os caminhos da justiça e da estética. Cria um ambiente que ensina. Cidadão vem da palavra Civis(latim), isto é, dono de um pedaço(aquele que decide sobre o que é seu). Sem ler e escrever não há cidadania.

A escola que conhecemos hoje, nasceu burocrática com o capitalismo(há 200/300 anos). A informação deve circular para que se construa esse novo modelo de escola, uma escola de companheiros(companis - divide o pão). A Cidadania Planetária precisa de conectividade, companheirismo e novos valores(quietude, sustentabilidade). Para acontecer a conquista, há resistência e conflito. Devemos discutir os temas que nos interessam, o conhecimento proveniente da experiência nossa. É necessário que haja renda mínima e educação para todos. Esta é força da cidadania na qual acreditou Betinho, Paulo Freire, Anísio Teixeira, Florestan Fernandes, Perceu Abramo, Darcy Ribeiro, Maurício Andrade, etc.

A Escola cidadã forma líderes sociais, é diferente dessa educação que nos educa para trabalharmos individualmente. É um trabalho em rede. Depende de informação, comunicação e educação. Há uma ação programada e requer avaliação permanente. É um trabalho intelectual-orgânico de um outro mundo possível). A comunidade precisa abraçar a escola, ser gestora.Com amor se constroi cidadania. É um projeto democrático que envolve alunos e professores conscientes(professores que despertam o desejo de aprender, apresenta narrativas sedutoras). A escola tem um projeto fundamentado numa eco-pedagogia: nós somos a Terra - a gente não veio ao mundo, nós somos o mundo. Precisamos acreditar em nós mesmos. "



segunda-feira, 25 de maio de 2009

FAMÍLIA SANTA CLARA


Tenho alguns amigos na área de Vargem Grande(RJ), bem próximo de onde funciona a atual sede da Família Santa Clara. Nos encontramos e visitamos a casa. Fomos recebidos por Diogo Rosa, filho do casal Cícero e Eliete - fundadores do projeto. Nos contou um pouco sobre a história da Instituição e nos mostrou a casa. Algumas crianças brincavam no Jardim, enquanto outras ajudavam na arrumação. Era preciso deixar tudo organizado antes do futebol de domingo.


Flávia: Conte um pouco da História de vocês.

Diogo: A Fundação Santa Clara foi criada em 1927 por duas irmãs. Uma delas estava tuberculosa e fez uma promessa. A cura veio e a Fundação passou a acolher vítimas da doença. Mais tarde passou a receber crianças esquecidas pela família e pela Sociedade. Foi em 1987 que meus pais apresentaram a idéia de fundar esse projeto. Primeiro ele funcionou na Cidade de Paraíba do Sul e depois veio pra Vargem Grande. Passamos por diversos momentos. Há períodos em que temos apoio e outros não. Mas temos muitos amigos.

(Em outubro de 2003 a ONG IBISS - Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social – compra um casarão e nos cede por 20 anos, em comodato)

Flávia: Como é a vida aqui?

Diogo:Nós vivemos como uma família. Moramos aqui. Meus pais, eu, meus dois irmãos “de sangue” e mais 60 irmãos. A vida dos meus pais é dedicada totalmente a Família Santa Clara. Temos a rotina de uma casa. Refeições, tarefas, brincadeiras, atividades, esportes(atualmente há aula de capoeira, jiu jitsu e futebol), música. As crianças vão para escola e alguns já estão na faculdade. Não há limite de idade pra ficar aqui. É conforme a necessidade deles.

Flávia : As crianças são órfãs?

Diogo: Não. Muitas crianças têm família, mas vivem aqui pois a estrutura familiar não oferece um ambiente saudável para que desenvolvam sua cidadania e vida independente. Há crianças especiais também.

Flávia: Como é o trabalho voluntário aqui?

Diogo: As pessoas podem apresentar os projetos e as atividades que querem desenvolver. Por exemplo: eles só têm aula de flauta uma vez por semana, mas teve épocas da gente conseguir montar um espetáculo com música, dança e teatro.




Há outras formas de ajudar! Conheça você mesmo essa família!

http://www.familiasantaclara.org.br/






sábado, 14 de março de 2009

ENTREVISTA JOSÉ HORÁCIO CIRILO

O entrevistado da vez conheço bem: é meu pai. A apresentação aqui será breve. Ele nasceu em 1948. Meus avós eram portugueses. Ele conta um pouco da vida com as próprias palavras.


FLÁVIA: Conta um pouco da sua história.

JOSÉ: Tive uma infância difícil. Quando eu tinha sete anos, minha irmã mais velha ficou doente - com esquizofrenia. O surto dela me impressionou bastante, me deixou traumatizado. A minha outra irmã também tinha uma doença mental. Eu acho que não fui um bom irmão, nem um bom aluno na escola... Minha juventude foi sofrida...

FLÁVIA: Como foi a época da ditadura?

JOSÉ: Eu era ativista. A gente marcava ponto: o pessoal da esquerda. Eu fui preso por seis dias no DOPS, por ser suspeito de cortar os fios da empresa onde eu trabalhava. Eu sabia que era inocente e sairia em breve dali. Depois disso fui mandado embora. Fiz vestibular pra engenharia e matemática. Meu curso foi feito em vários anos, por conta de complicações psíquicas , mas mesmo assim trabalhei como desenhista-projetista em construção civil. Constituí família e tive duas filhas. Nessa época perdi o emprego e me separei. Fiqeui bastante doente. Fui internado algumas vezes.

FLÁVIA: Como é ser internado?

JOSÉ: Eu não gostava, mas aquilo me melhorava. E só hoje que eu tenho consciência da minha doença.

FLÁVIA: E você tem vergonha da sua doença?

JOSÉ: Tenho porque não sou querido pelas pessoas... Eu sempre li muito. Sempre gostei de ler jornal. Hoje eu escrevo. Fiz o curso do José Castello, quer dizer, peguei umas aulas dele sobre contos e fui fazendo cada exercício. Você podia até publicar um conto meu.

FLÁVIA: O que melhora a autoestima das pessoas?

JOSÉ: É saber que estão fazendo alguma coisa. Sendo úteis.

FLÁVIA: Qual o sentido da vida e o que é ser humano?

JOSÉ: É ser útil fazendo alguma coisa e sendo reconhecido por isso. Ser humano tem a incumbência de cooperar com os outros. As pessoas devem estar conscientes do que estão fazendo no mundo, para fazer algo responsável.




A reflexão

Eu vi um dia, um pássaro pousar numa goiabeira, de maneira sóbria, própria dele. E reparei que bicava uma goiaba com muito gosto.

Para mim aquilo ficou como exemplo de altivez, em se apegar a um objetivo sobriamente - sem ser orgulhoso - e, ater-se com vontade aquilo que se quer fazer.


José Horácio Cirilo
(exercício de redução)





segunda-feira, 2 de março de 2009

ENTREVISTA COM NANCI RODRIGUES


Conheci a Nanci no Fórum Social Mundial 2009 – Rio com vida, que aconteceu em 29 de janeiro no Galpão da Ação da cidadania. Eu estava lá na função de repórter. Ela estava ali sentada, representando a União Brasileira de Mulheres. Resolvi sentar. Acho que nasceu uma nova amizade ali. A morada de Vista Alegre – bairro criado na década de 50 – nos conta um pouco da sua trajetória.

FLÁVIA: Bem...Como vamos começar? Fale um pouco...

NANCI: Sou moradora de Vista Alegre, militante da união dos negros pelo PC do B, fiz faculdade de administração, trabalhava pra poder estudar. A pessoa tem que querer pra alcançar seus sonhos.

FLÁVIA: Você sofreu algum tipo de preconceito e por isso resolveu ser militante?

NANCI: Nunca sofri nenhum tipo de preconceito mas senti necessidade de atuar.

FLÁVIA: Como é o seu bairro?

NANCI: Moro num curral eleitoral, mas isso tá mudando. A comunidade está participando mais. Estamos formando um comitê de transportes: pois não temos transportes funcionando direito no bairro. É provável que a reunião aconteça na Lona Cultural de Vista alegre, pois com a entrada da Jandira está acontecendo uma abertura do espaço para a comunidade atuar e se mobilizar lá.

FLÁVIA: E como funciona a saúde e a educação por lá?

NANCI: O Pan 24 do Irajá está funcionando e não tem mais aglomeração no Pan da Penha(ambos fronteiriços de Vista Alegre). O pessoal lá é muito voltado pra política e denuncia o que tá errado. Hoje em dia os moradores não se vendem mais em troca de promessas políticas. Esse ano de eleição foi muito importante pro bairro. Sobre a educação: o bairro tem colégios de referência, as diretoras são conscientes e direcionam bem o orçamento.

FLÁVIA: conte um pouco da sua história

NANCI: Aos 16 anos, há quarenta anos atrás fui trabalhar como voluntária em um curso de alfabetização para adultos. Tenho história... participei do sindicato urbanitário reenvidicando salários, em 2005 fundamos o grupo de mulheres ação cidadã: prevenção a dependência química. Mesmo sem apoio continuamos e depois fundamos a associação "Eu nasci pra vocês" - casa de apoio ao idoso, criança e adolescente: hoje temos fisioterapia para idosos; o projeto "Proer" - vamos nas empresas e fornecemos mão-de-obra através de nosso cadastro e estamos tentando implementar um projeto de inclusão digital para todas as idades. Nossa idéia é trabalhar com a comunidade para a comunidade. Todos são voluntários. Funciona em Guadalupe( Rua Calama, 86).

FLÁVIA: Nossa! quanta coisa!!! Quanto agito!

NANCI: Além disso, estou montando um projeto de novos talentos. Queremos trabalhar também com meio ambiente, sou membro da ouvidoria da barra. Tudo isso faz com que a gente queira se tornar uma liderança. Eu venho de uma família solidária: herança genética! Quando eu vejo, estou envolvida em vários projetos. Fui candidata a vereadora em 2008 e acabei me envolvendo com o comitê de mulheres. Minha relação com a militância é caso antigo, mas só estou assumindo agora. E olha que onde chego eu sou respeitada! O respeito deve existir em qualquer relação.